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São Jorge, Mártir

By In Geral, Vida dos Santos On 21/04/2018


São Jorge é venerado em todo o mundo católico como mártir da Igreja, cuja celebração se dá no dia 23 de abril. Ele é considerado patrono dos cavaleiros, dos soldados, dos escoteiros, entre outros. Ele nasceu na Capadócia, hoje Turquia, entre 250 e 281 d.C. Foi educado na religião cristã, muito embora, tenha seguido a carreira militar, devido a qual se transferiu para a Palestina, ingressando no exército do imperador Diocleciano.

Pelos seus méritos e o seu valor, assumiu cargos elevados até tornar-se um dos guardas pessoais do imperador Diocleciano, como oficial das milícias. Nos três primeiros séculos aconteceram dez perseguições contra os cristãos, entre as quais, a última, realizada pelo próprio Diocleciano, que atingiu também Jorge. Para os cristãos as penas eram muito duras, como por exemplo, a destruição das igrejas, o confisco dos bens, a entrega dos textos sagrados e a condenação à morte. Não renegando a fé cristã, Jorge foi acusado de alta traição e sofreu martírio provavelmente por volta de 303 d.C., e o seu túmulo se encontra em Lida (hoje, Lod) próximo a Tel Aviv, em Israel.

 

A “Lenda Aurea”

Na devoção popular, conta que em uma cidade chamada Selem, na Líbia, havia um grande lago capaz de esconder um dragão. Essa feroz criatura aterrorizava a cidade inteira, matando quem passasse ali por perto. Por esse motivo, os habitantes da cidade começaram a oferecer ao dragão as ovelhas do rebanho para aplacar-lhe a ira. Assim sendo, as ovelhas não foram suficientes e tiveram que sacrificar outros animais e, por fim, não havendo mais animais, começaram a sacrificar os jovens, escolhidos ao acaso. Um dia a sorte caiu sobre a jovem filha do rei, a princesa Silene, que deveria ser sacrificada ao dragão.

Aterrorizado, o rei ofereceu o seu patrimônio e a metade do reino para salvar a sua filha, mas a população se rebelou porque já tinha visto morrer muitos jovens. Por fim, o rei cedeu e a princesa Silene se dirigiu ao lago para ser sacrificada ao dragão. Mas naquele momento, passava por ali um jovem cavaleiro chamado Jorge, que sabendo do sacrifício, tranquilizou a princesa, prometendo evitá-lo. Dessa forma, quando o dragão saiu das águas, soltando fogo e mostrando a sua ira, Jorge não teve medo e perfurou o peito do dragão com sua lança, ferindo-o e fazendo-o cair por terra. Depois disse à princesa Silene para não ter medo, mas que pegasse o cinto e envolvesse o pescoço do dragão que ele a seguiria docilmente. Diante do milagre, o rei e toda a população se converte e o dragão foi morto. Ao final do século XI, os cruzados assumiram o santo como protetor e adotaram a cruz de São Jorge como bandeira, sendo esta uma cruz vermelha com fundo branco, e começaram a difundir o culto por toda a Europa, tanto que se tornou patrono da Inglaterra, de Portugal e da Lituânia.

Talvez, a função histórica do santo envolvido na lenda, seja aquela de recordar ao mundo uma só ideia muito simples, mas fundamental: o bem vence sempre o mal e a pessoa sábia, nas escolhas fundamentais da vida, não se deixa enganar pelas aparências.

Se você tem o sonho de vivenciar sua fé em uma viagem, fazer uma peregrinação pela Capadócia irá te revelar uma maior proximidade de São Jorge. Lembre-se que aquela terra é uma terra de santos, e entre eles, está São Jorge. Em Roma, na Basílica de São Jorge se pode venerar a relíquia do crânio do mártir.

Por isso, ao pisar nestas terras em sua peregrinação, ore e apresente a suas necessidades: Ó São Jorge, venho a ti para pedir a tua proteção. Abençoa o meu trabalho e a minha família, afastando de nós os perigos da alma e do corpo. Assim seja!

 
 
Fonte:

  • https://www.ilpost.it/2014/04/23/san-giorgio/
  • Santoral Católico online: Santi e Beati

 


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