SEMANA SANTA EM JERUSALÉM

Semana Santa é a Semana Maior, a mais importante para os católicos.

Nessa Grande Semana, celebramos o mistério central da fé cristã, o mistério pascal, a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa, que outrora era celebrada no Antigo Testamento, recebe um novo sentido, a Ressureição de Jesus.

liturgia desse tempo favorável, nos convida a acompanhar Jesus passo a passo, a Sua chegada em Jerusalém até o encontro do Cristo ressuscitado com os discípulos, passando pela colina do Gólgota onde foi crucificado. Toda essa trajetória alimenta nossa fé e nos ajuda a compreender e a experimentar o grande amor de Deus por nós.

E como seria viver esses dias centrais de nossa fé, a Grande Semana, onde tudo aconteceu, em Jerusalém?

Nosso convite hoje é para você que já esteve em Jerusalém durante esses dias ou para você que tem esse sonho no coração e que ainda vai realizar. Venha acompanhar conosco, através do nosso texto, os acontecimentos da Semana Santa na Cidade que é Santa!

Reviver e celebrar os últimos momentos da vida de Jesus nos mesmos lugares onde aconteceram é uma experiência de fé, uma atitude interior.

“Todos os anos, disse Papa Francisco, este tempo cria em nós uma atitude de espanto, de surpresa: “passamos da alegria de acolher Jesus, que entra em Jerusalém, à tristeza de O ver condenado à morte e crucificado. É uma atitude interior que nos acompanhará ao longo da Semana Santa. Abramo-nos, pois, a esta surpresa”, exortou.

Comecemos nosso Retiro Espiritual!

DOMINGO DE RAMOS

O Domingo de Ramos representa o grande portal pelo qual entramos na Semana Santa, tempo em que contemplamos os últimos momentos da vida de Jesus: a entrada de Jesus em Jerusalém, num jumentinho, acolhido por uma multidão festiva que o saúda dizendo: hosana, hosana. Você sabia que ano 400, a Procissão de Ramos já era realizada na Cidade Santa?

“E levaram o jumentinho a Jesus, e lançaram sobre ele as suas vestes, e assentou-se sobre ele.
Muitos estendiam as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho.
E aqueles que iam adiante, e os que seguiam, clamavam, dizendo: Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor;
Bendito o reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas.
E Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo visto tudo em redor, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze.” (Marcos 11, 7-11)

Em Jerusalém, esse dia começa a ser celebrado pela manhã na Igreja do Santo Sepulcro. À tarde acontece a procissão de ramos, onde milhares de pessoas empunhando seus ramos, iniciam a caminhada em Betfagé, passam pelo Monte das Oliveiras e chegam ao fim na Igreja de Santa Ana.

Domingo de Ramos no Santo Sepulcro (Jerusalém/Israel)
Peregrinos em procissão pelas ruas de Jerusalém (Jerusalém/Israel)

Nesses dias a cidade de Jerusalém é tomada por peregrinos de todas as partes do mundo, comunidades e movimentos religiosos diversos, que se unem com o objetivo de rememorar a entrada de Cristo, como fez o povo do tempo de Jesus, que saiu às ruas para saudar o Filho de Deus, esse é um ato de fé e união entre os povos. A Alegria toma conta de todos e quase podemos ver Jesus caminhando conosco.

DEPOIMENTO SOBRE A TERRA SANTA

MEU MOMENTO DE FÉ INESQUECÍVEL :
Na Semana Santa de 2019 enquanto estávamos na Terra Santa, eu e minha irmã Melissa, pudemos viver momentos ímpares. Um deles foi no Domingo de Ramos. Nós queríamos muito um ramo da Terra Santa para trazermos para o Brasil, esse era um desejo muito grande em nossos corações. Quando já terminada a procissão, estávamos na entrada dos Portões de Jafa esperando algumas pessoas.

Foi quando Pe. Bernardo veio de outra parte em nossa direção. Sem que nós disséssemos uma palavra, ele nos entregou o ramo que havia empunhado durante toda a Procissão de Ramos. Minhas mãos tremiam com a emoção de receber o ramo. Mais tarde Pe. Bernardo nos confidenciou que não tinha o hábito de entregar o ramo para outras pessoas, pois geralmente guardava. Mas naquele dia, durante a procissão ele começou a pensar “para quem eu posso entregar esse ramo.” E nós fomos as abençoadas.

TRÍDUO PASCAL

Cada dia da Semana Santa, e muito especialmente o Tríduo Pascal, que se inicia na quinta-feira Santa, tem uma tal profundidade que concentra em si todo o sentido da história.

QUINTA-FEIRA SANTA

Neste dia, começa o Tríduo Pascal, a preparação para a grande celebração da Páscoa, a vitória de Jesus Cristo sobre a morte, o pecado, o sofrimento e o inferno. Na quinta-feira Santa a Igreja celebra a instituição dos grandes sacramentos da Ordem e da Eucaristia, pilares da nossa fé.

Antes da Ceia, Jesus lava os pés dos discípulos, reunidos no Cenáculo.  Com esse ato Jesus nos ensina o amor ao próximo que deve ser repleto de humildade. Lavar os pés uns dos outros.

“Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus tornou a vestir sua capa e voltou ao seu lugar. Então lhes perguntou: “Vocês entendem o que lhes fiz?
Vocês me chamam ‘Mestre’ e ‘Senhor’, e com razão, pois eu o sou.
Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz.” (João 13,12-15)

Jesus desejou ardentemente celebrar aquele momento com os seus: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa antes de sofrer” (Lc 22,15). Institui aqui o Sacramento da Eucaristia pedindo aos discípulos: “Fazei isto em memória de Mim”. Ele instituiu, também, o sacerdócio cristão: “Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.” (cf. Lc 22,17-19)

Em Jerusalém, este dia é comemorado de forma bastante intensa. A celebração tem início com a cerimônia no Santo Sepulcro. Da mesma forma que Jesus deu o exemplo ao lavar os pés de seus discípulos, o Patriarcado Latino também lava os pés dos sacerdotes e em seguida os padres renovam seus votos e tem-se fim com a bênção dos Santos Óleos, que serão usados nas cerimônias sacramentais do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.

Santa Missa de Quinta-Feira Santa (Jerusalém/Israel)

O CENÁCULO

A celebração continua no Cenáculo onde acontece a última ceia e o lava-pés.

O final do dia é marcado, em um dos lugares preferidos de Jesus, o Getsêmani, pela vigília da Hora Santa (aqui ou em nossas comunidades e paróquias), Ficamos em vigília e em profunda oração. Jesus foi traído e levado para os seus últimos momentos, para sua paixão e morte.  

Vigília no Getsêmani com as oliveiras todas iluminadas (Jerusalém/Israel)

Essa celebração católica no Getsêmani é proferida em diversos idiomas e com transmissão para muitos países.

Imagine estar no mesmo local que Jesus fez o pedido aos seus discípulos que vigiassem com Ele!  

É um momento em que é muito difícil não se emocionar.

Os peregrinos seguem em procissão com velas até a igreja de Galli Cantu, foi para lá que Jesus, após a traição de Judas,  foi levado para ser interrogado, açoitado.

SEXTA-FEIRA SANTA

Ele assumiu as nossas dores.(Mt. 8, 5)

Neste dia, Sexta-feira Santa, que os antigos chamavam de “Sexta-feira Maior”, celebramos a Paixão e Morte de Jesus. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este momento que não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da morte do Senhor, que, ao morrer, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.

Em Jerusalém, o dia inicia-se com a abertura das portas do Santo Sepulcro que foram fechadas na quinta-feira após a missa da Ceia do Senhor.

Ao meio dia, pessoas de todos os lugares do mundo se reúnem entre as estreitas ruas para percorrem o caminho mais importante de todos os tempos: a Via Sacra.

Este momento nos enche de emoção, os peregrinos percorrem desde o Pretório de Pilatos até o Gólgota, local da crucificação de Jesus. Diferente do que acontece nas outras épocas do ano, durante a Semana Santa pode-se fazer algo único: rezar as cinco últimas estações no local onde realmente aconteceram, ou seja, dentro do Santo Sepulcro onde podemos sentir emoção maior; a de que naquele local fez-se a vitória sobre a morte.

Ao final do dia é realizado, no Santo Sepulcro, a procissão do enterro.

Sexta-Feira Santa no Santo Sepulcro (Jerusalém/Israel)

SANTO SÁBADO

O Santo Sábado, é chamado de Vigília Pascal que antecede o dia da Páscoa, o Domingo da Ressurreição de Jesus. O sábado Santo e a Vigília Pascal  são o coração do ano litúrgico, o coração da nossa fé!

Nesse dia há um vazio e a Igreja permanece em silêncio, junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua Morte e esperando sua Ressurreição. Cristo foi sepultado!  Mas não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa e com o mistério da descida de Cristo à mansão dos mortos, que lhes anuncia a salvação próxima e a ascensão com ele ao céu temos de fato a esperança da Ressurreição, pois com sua morte Jesus vence a própria morte e resgata todos que aguardavam o cumprimento das profecias messiânicas.

“Desceste das alturas, ó Misericordioso,

e suportaste a sepultura por três dias,

para nos libertar dos sofrimentos.

Senhor, nossa vida e nossa ressurreição, glória a Ti! “

Acredita-se que este hino tenha sido composto pelos cristãos do primeiro século.

Em Jerusalém, o Sábado Santo ou de Aleluia tem suas cerimônias concentradas dentro e fora do Santo Sepulcro, as celebrações  começam pela manhã com a Vigília Pascal no santuário, onde centenas de fiéis rezam para lembrar as horas posteriores à crucificação de Cristo.  A procissão solene pelas ruas até a entrada no Santo Sepulcro é feita na parte da tarde e é no Santo Sepulcro que é realizada a celebração em que o Patriarca latino de Jerusalém acende a vela, o Cirio Pascal.

Celebração do Sábado de Aleluia no Santo Sepulcro (Jerusalém/Israel)
MEU MOMENTO DE FÉ INESQUECÍVEL:
Foi em nossa mesma Peregrinação de 2019 que outro momento de fé inesquecível aconteceu!
No Santo Sábado, estávamos no Santo Sepulcro. Enquanto muitas, mas muitas pessoas mesmo, se acotovelavam para conseguirem um lugar melhor e assim chegarem mais perto da edícula do Santo Sepulcro, nós rezávamos em silêncio e em espera.

Foi quando à nossa frente foi tirada a corda que limitava a passagem e o guardião fez um gesto para que entrássemos na edícula do Santo Sepulcro. Até hoje não sabemos explicar como isso aconteceu, mas de repente estávamos naquele lugar tão sagrado e num momento único de oração e fé.

Assim como Maria e Maria Madalena entraram no Santo Sepulcro vazio e sentiram-se próximas do céu, nós também nos sentimos próximas do céu e honradas por estarmos tão conectadas a Deus em oração a ponto de nos sentirmos sozinhas mesmo com tantas pessoas.

DOMINGO DE PÁSCOA

“Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia.” (Mateus, 28 5-6)

O Círio Pascal está aceso! Chegou o Domingo de Páscoa, o tempo da alegria, de cantar Glórias e Aleluias, de nos sentirmos vivos e felizes, de entender que fomos feitos filhos e filhas de Deus, que a morte foi vencida para sempre e que todo o sofrimento da Cruz, juntamente com todas as nossas dificuldades, teve e tem um propósito maior. A Páscoa é a passagem das trevas para a luz, da morte para a vida! Somos convidados a olhar o túmulo vazio de Jesus e, com admiração e gratidão, refletir sobre o grande mistério da Ressurreição do Senhor. A vida venceu a morte!

A celebração da Páscoa, em Jerusalém, é feita com a procissão até o Santo Sepulcro liderada pelo Patriarca Latino. É neste momento em que se celebra a Missa de Páscoa.

O RENASCIMENTO EM NÓS

Quando estamos vivendo a Semana Santa em nossa paróquia, na nossa cidade, sabemos que há um grande senso de comunidade. A Semana Santa nos aproxima dos ensinamentos de Deus através de Seu filho e nos faz olhar mais atentamente para o próximo.

Em uma das nossas primeiras oportunidades de irmos à Terra Santa durante a Semana Santa, nosso temor era: E se não nos sentirmos em comunidade?

Afinal, lá estão pessoas que não conhecíamos de toda a parte do mundo e que na maioria das vezes nem conseguimos nos comunicar por falarem línguas muito diferentes.  Mas em meio ao nosso questionamento nos esquecemos de uma coisa! Há uma linguagem muito maior e que não se compara a nenhuma outra língua estrangeira, e essa linguagem é a de Deus.

É por isso que somos sempre surpreendidos com o senso de comunidade na Terra Santa e assim é durante a Semana Santa! Pois estamos ali vivendo como verdadeiros irmãos no intuito de louvarmos nosso Pai. Comumente saímos das celebrações com novas amizades, que são feitas não pelas palavras, mas pelos gestos, pelo olhar e, acima de tudo, pelo sentimento único de estarmos no mesmo lugar com o mesmo propósito

O nosso maior desejo é que possamos sentir a Páscoa em nossos corações como um verdadeiro ato de renascimento. Esperamos estar juntos nos próximos anos compartilhando a emoção de seguir os últimos passos de Jesus em Jerusalém.

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Rua Sergipe, 1451 - 2º andar
Londrina, PR, CEP: 01311-300

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O nosso propósito é oferecer aos nossos clientes uma experiência única ao realizar o desejo de conhecer novos lugares e novas culturas. Com serviços de excelência, proporcionamos aos nossos peregrinos o aproveitamento máximo de cada momento. E nessa caminhada, nossos valores são nossos guias: fé em Deus, integridade, confiança, satisfação do cliente, respeito às pessoas, comprometimento e inovação!

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Semana Santa é a Semana Maior, a mais importante para os católicos.

Nessa Grande Semana, celebramos o mistério central da fé cristã, o mistério pascal, a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa, que outrora era celebrada no Antigo Testamento, recebe um novo sentido, a Ressureição de Jesus.

liturgia desse tempo favorável, nos convida a acompanhar Jesus passo a passo, a Sua chegada em Jerusalém até o encontro do Cristo ressuscitado com os discípulos, passando pela colina do Gólgota onde foi crucificado. Toda essa trajetória alimenta nossa fé e nos ajuda a compreender e a experimentar o grande amor de Deus por nós.

E como seria viver esses dias centrais de nossa fé, a Grande Semana, onde tudo aconteceu, em Jerusalém?

Nosso convite hoje é para você que já esteve em Jerusalém durante esses dias ou para você que tem esse sonho no coração e que ainda vai realizar. Venha acompanhar conosco, através do nosso texto, os acontecimentos da Semana Santa na Cidade que é Santa!

Reviver e celebrar os últimos momentos da vida de Jesus nos mesmos lugares onde aconteceram é uma experiência de fé, uma atitude interior.

“Todos os anos, disse Papa Francisco, este tempo cria em nós uma atitude de espanto, de surpresa: “passamos da alegria de acolher Jesus, que entra em Jerusalém, à tristeza de O ver condenado à morte e crucificado. É uma atitude interior que nos acompanhará ao longo da Semana Santa. Abramo-nos, pois, a esta surpresa”, exortou.

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DOMINGO DE RAMOS

O Domingo de Ramos representa o grande portal pelo qual entramos na Semana Santa, tempo em que contemplamos os últimos momentos da vida de Jesus: a entrada de Jesus em Jerusalém, num jumentinho, acolhido por uma multidão festiva que o saúda dizendo: hosana, hosana. Você sabia que ano 400, a Procissão de Ramos já era realizada na Cidade Santa?

“E levaram o jumentinho a Jesus, e lançaram sobre ele as suas vestes, e assentou-se sobre ele.
Muitos estendiam as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho.
E aqueles que iam adiante, e os que seguiam, clamavam, dizendo: Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor;
Bendito o reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas.
E Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo visto tudo em redor, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze.” (Marcos 11, 7-11)

Em Jerusalém, esse dia começa a ser celebrado pela manhã na Igreja do Santo Sepulcro. À tarde acontece a procissão de ramos, onde milhares de pessoas empunhando seus ramos, iniciam a caminhada em Betfagé, passam pelo Monte das Oliveiras e chegam ao fim na Igreja de Santa Ana.

Domingo de Ramos no Santo Sepulcro (Jerusalém/Israel)
Peregrinos em procissão pelas ruas de Jerusalém (Jerusalém/Israel)

Nesses dias a cidade de Jerusalém é tomada por peregrinos de todas as partes do mundo, comunidades e movimentos religiosos diversos, que se unem com o objetivo de rememorar a entrada de Cristo, como fez o povo do tempo de Jesus, que saiu às ruas para saudar o Filho de Deus, esse é um ato de fé e união entre os povos. A Alegria toma conta de todos e quase podemos ver Jesus caminhando conosco.

DEPOIMENTO SOBRE A TERRA SANTA

MEU MOMENTO DE FÉ INESQUECÍVEL :
Na Semana Santa de 2019 enquanto estávamos na Terra Santa, eu e minha irmã Melissa, pudemos viver momentos ímpares. Um deles foi no Domingo de Ramos. Nós queríamos muito um ramo da Terra Santa para trazermos para o Brasil, esse era um desejo muito grande em nossos corações. Quando já terminada a procissão, estávamos na entrada dos Portões de Jafa esperando algumas pessoas.

Foi quando Pe. Bernardo veio de outra parte em nossa direção. Sem que nós disséssemos uma palavra, ele nos entregou o ramo que havia empunhado durante toda a Procissão de Ramos. Minhas mãos tremiam com a emoção de receber o ramo. Mais tarde Pe. Bernardo nos confidenciou que não tinha o hábito de entregar o ramo para outras pessoas, pois geralmente guardava. Mas naquele dia, durante a procissão ele começou a pensar “para quem eu posso entregar esse ramo.” E nós fomos as abençoadas.

TRÍDUO PASCAL

Cada dia da Semana Santa, e muito especialmente o Tríduo Pascal, que se inicia na quinta-feira Santa, tem uma tal profundidade que concentra em si todo o sentido da história.

QUINTA-FEIRA SANTA

Neste dia, começa o Tríduo Pascal, a preparação para a grande celebração da Páscoa, a vitória de Jesus Cristo sobre a morte, o pecado, o sofrimento e o inferno. Na quinta-feira Santa a Igreja celebra a instituição dos grandes sacramentos da Ordem e da Eucaristia, pilares da nossa fé.

Antes da Ceia, Jesus lava os pés dos discípulos, reunidos no Cenáculo.  Com esse ato Jesus nos ensina o amor ao próximo que deve ser repleto de humildade. Lavar os pés uns dos outros.

“Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus tornou a vestir sua capa e voltou ao seu lugar. Então lhes perguntou: “Vocês entendem o que lhes fiz?
Vocês me chamam ‘Mestre’ e ‘Senhor’, e com razão, pois eu o sou.
Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz.” (João 13,12-15)

Jesus desejou ardentemente celebrar aquele momento com os seus: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa antes de sofrer” (Lc 22,15). Institui aqui o Sacramento da Eucaristia pedindo aos discípulos: “Fazei isto em memória de Mim”. Ele instituiu, também, o sacerdócio cristão: “Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.” (cf. Lc 22,17-19)

Em Jerusalém, este dia é comemorado de forma bastante intensa. A celebração tem início com a cerimônia no Santo Sepulcro. Da mesma forma que Jesus deu o exemplo ao lavar os pés de seus discípulos, o Patriarcado Latino também lava os pés dos sacerdotes e em seguida os padres renovam seus votos e tem-se fim com a bênção dos Santos Óleos, que serão usados nas cerimônias sacramentais do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.

Santa Missa de Quinta-Feira Santa (Jerusalém/Israel)

O CENÁCULO

A celebração continua no Cenáculo onde acontece a última ceia e o lava-pés.

O final do dia é marcado, em um dos lugares preferidos de Jesus, o Getsêmani, pela vigília da Hora Santa (aqui ou em nossas comunidades e paróquias), Ficamos em vigília e em profunda oração. Jesus foi traído e levado para os seus últimos momentos, para sua paixão e morte.  

Vigília no Getsêmani com as oliveiras todas iluminadas (Jerusalém/Israel)

Essa celebração católica no Getsêmani é proferida em diversos idiomas e com transmissão para muitos países.

Imagine estar no mesmo local que Jesus fez o pedido aos seus discípulos que vigiassem com Ele!  

É um momento em que é muito difícil não se emocionar.

Os peregrinos seguem em procissão com velas até a igreja de Galli Cantu, foi para lá que Jesus, após a traição de Judas,  foi levado para ser interrogado, açoitado.

SEXTA-FEIRA SANTA

Ele assumiu as nossas dores.(Mt. 8, 5)

Neste dia, Sexta-feira Santa, que os antigos chamavam de “Sexta-feira Maior”, celebramos a Paixão e Morte de Jesus. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este momento que não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da morte do Senhor, que, ao morrer, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.

Em Jerusalém, o dia inicia-se com a abertura das portas do Santo Sepulcro que foram fechadas na quinta-feira após a missa da Ceia do Senhor.

Ao meio dia, pessoas de todos os lugares do mundo se reúnem entre as estreitas ruas para percorrem o caminho mais importante de todos os tempos: a Via Sacra.

Este momento nos enche de emoção, os peregrinos percorrem desde o Pretório de Pilatos até o Gólgota, local da crucificação de Jesus. Diferente do que acontece nas outras épocas do ano, durante a Semana Santa pode-se fazer algo único: rezar as cinco últimas estações no local onde realmente aconteceram, ou seja, dentro do Santo Sepulcro onde podemos sentir emoção maior; a de que naquele local fez-se a vitória sobre a morte.

Ao final do dia é realizado, no Santo Sepulcro, a procissão do enterro.

Sexta-Feira Santa no Santo Sepulcro (Jerusalém/Israel)

SANTO SÁBADO

O Santo Sábado, é chamado de Vigília Pascal que antecede o dia da Páscoa, o Domingo da Ressurreição de Jesus. O sábado Santo e a Vigília Pascal  são o coração do ano litúrgico, o coração da nossa fé!

Nesse dia há um vazio e a Igreja permanece em silêncio, junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua Morte e esperando sua Ressurreição. Cristo foi sepultado!  Mas não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa e com o mistério da descida de Cristo à mansão dos mortos, que lhes anuncia a salvação próxima e a ascensão com ele ao céu temos de fato a esperança da Ressurreição, pois com sua morte Jesus vence a própria morte e resgata todos que aguardavam o cumprimento das profecias messiânicas.

“Desceste das alturas, ó Misericordioso,

e suportaste a sepultura por três dias,

para nos libertar dos sofrimentos.

Senhor, nossa vida e nossa ressurreição, glória a Ti! “

Acredita-se que este hino tenha sido composto pelos cristãos do primeiro século.

Em Jerusalém, o Sábado Santo ou de Aleluia tem suas cerimônias concentradas dentro e fora do Santo Sepulcro, as celebrações  começam pela manhã com a Vigília Pascal no santuário, onde centenas de fiéis rezam para lembrar as horas posteriores à crucificação de Cristo.  A procissão solene pelas ruas até a entrada no Santo Sepulcro é feita na parte da tarde e é no Santo Sepulcro que é realizada a celebração em que o Patriarca latino de Jerusalém acende a vela, o Cirio Pascal.

Celebração do Sábado de Aleluia no Santo Sepulcro (Jerusalém/Israel)
MEU MOMENTO DE FÉ INESQUECÍVEL:
Foi em nossa mesma Peregrinação de 2019 que outro momento de fé inesquecível aconteceu!
No Santo Sábado, estávamos no Santo Sepulcro. Enquanto muitas, mas muitas pessoas mesmo, se acotovelavam para conseguirem um lugar melhor e assim chegarem mais perto da edícula do Santo Sepulcro, nós rezávamos em silêncio e em espera.

Foi quando à nossa frente foi tirada a corda que limitava a passagem e o guardião fez um gesto para que entrássemos na edícula do Santo Sepulcro. Até hoje não sabemos explicar como isso aconteceu, mas de repente estávamos naquele lugar tão sagrado e num momento único de oração e fé.

Assim como Maria e Maria Madalena entraram no Santo Sepulcro vazio e sentiram-se próximas do céu, nós também nos sentimos próximas do céu e honradas por estarmos tão conectadas a Deus em oração a ponto de nos sentirmos sozinhas mesmo com tantas pessoas.

DOMINGO DE PÁSCOA

“Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia.” (Mateus, 28 5-6)

O Círio Pascal está aceso! Chegou o Domingo de Páscoa, o tempo da alegria, de cantar Glórias e Aleluias, de nos sentirmos vivos e felizes, de entender que fomos feitos filhos e filhas de Deus, que a morte foi vencida para sempre e que todo o sofrimento da Cruz, juntamente com todas as nossas dificuldades, teve e tem um propósito maior. A Páscoa é a passagem das trevas para a luz, da morte para a vida! Somos convidados a olhar o túmulo vazio de Jesus e, com admiração e gratidão, refletir sobre o grande mistério da Ressurreição do Senhor. A vida venceu a morte!

A celebração da Páscoa, em Jerusalém, é feita com a procissão até o Santo Sepulcro liderada pelo Patriarca Latino. É neste momento em que se celebra a Missa de Páscoa.

O RENASCIMENTO EM NÓS

Quando estamos vivendo a Semana Santa em nossa paróquia, na nossa cidade, sabemos que há um grande senso de comunidade. A Semana Santa nos aproxima dos ensinamentos de Deus através de Seu filho e nos faz olhar mais atentamente para o próximo.

Em uma das nossas primeiras oportunidades de irmos à Terra Santa durante a Semana Santa, nosso temor era: E se não nos sentirmos em comunidade?

Afinal, lá estão pessoas que não conhecíamos de toda a parte do mundo e que na maioria das vezes nem conseguimos nos comunicar por falarem línguas muito diferentes.  Mas em meio ao nosso questionamento nos esquecemos de uma coisa! Há uma linguagem muito maior e que não se compara a nenhuma outra língua estrangeira, e essa linguagem é a de Deus.

É por isso que somos sempre surpreendidos com o senso de comunidade na Terra Santa e assim é durante a Semana Santa! Pois estamos ali vivendo como verdadeiros irmãos no intuito de louvarmos nosso Pai. Comumente saímos das celebrações com novas amizades, que são feitas não pelas palavras, mas pelos gestos, pelo olhar e, acima de tudo, pelo sentimento único de estarmos no mesmo lugar com o mesmo propósito

O nosso maior desejo é que possamos sentir a Páscoa em nossos corações como um verdadeiro ato de renascimento. Esperamos estar juntos nos próximos anos compartilhando a emoção de seguir os últimos passos de Jesus em Jerusalém.

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